terça-feira, 30 de novembro de 2010

Avaliação Processual

AVALIAÇÃO PROCESSUAL
Lucimar Gomes Maia[1]

Inicio com a seguinte informação: ‘nada foi fácil!’, sair em busca do estranho e ali descobrir um espaço para a prática de uma ação pedagógica centrada, no meu caso, na troca de experiências me parecia algo impossível, inicialmente. Entretanto, segui em frente.
Como lembrado, o meu projeto de Intervenção foi marcado por várias idas e vindas. Primeiramente disse que faria minha intervenção na Igreja do Imaculado Coração de Maria, onde registrei o percurso e dei os primeiros passos para a etnografia, quando soube que ali não poderia trabalhar, devido a normas desta instituição de ensino. Reiniciei meu projeto, parti em busca de uma nova porta, a escolhida desta vez foi o Cine Foto Brasília – estúdio fotográfico do Sr. Ermírio Ferreira. Tinha sido bem acolhido naquele local, estava feliz, mas ao longo do desenvolvimento da proposta, quando finalmente daria início a intervenção, a situação mudou bruscamente, e novamente minha porta teve de ser fechada. Vendo todo meu trabalho se perder, meio sem saber o que fazer, optei por realizar meu projeto com várias pessoas, no primeiro momento iria até suas casas, e no segundo iria reuni-las em minha própria casa, afinal ali não haveria nenhum impedimento quanto a sua realização.
Decidir o que desenvolver no momento da intervenção foi, também, uma tarefa bem árdua, estava perdido, meio frustrado. Quando definia o que faria era obrigado a mudar o foco, o rumo e repensar em tudo novamente. Mantive boa parte da idéia a ser desenvolvida na segunda porta, pois, o registro imagético parecia ser a alternativa mais interessante de trabalho, e que me renderia uma quantidade relativamente grande de material concreto para desenvolvê-lo, o que ainda me parecia impossível de se realizar. Via todas as postagens e ficava quieto, tentando digerir aquela quantidade de informação, não conseguia absorver quase nada e isso me incomodava, mas, ainda assim desenvolvi meu projeto, este se baseava na coleta de fotos, e no registro de conversas e relatos a seu respeito.
Já com minha intervenção em andamento tive, ainda, algumas dificuldades, entretanto, nada muito comprometedor. A principal delas era o ‘medo’ da câmera, muitos não queriam ter seu depoimento registrado, outros se justificavam dizendo que não tinham muito jeito para fotos ou vídeos. Apesar disso, consegui reunir um bom material, do qual elejo como o melhor e o principal, o depoimento do Sr. Antônio Luiz, que me serviu como que uma segunda inspiração. Ora, optei por trabalhar com a fotografia, e acabei dando de cara com um fotógrafo com muitas histórias para contar. No desenvolver da intervenção, pude realmente conhecer um pouco mais das histórias dessas pessoas, e fazer com que elas relembrassem seu passado, resgatassem sua vida, sua cultura, o que era meu objetivo central.
No mais, considero que, apesar de todas as dificuldades e obstáculos, o resultado final foi satisfatório, atingi cerca de 80% dos meus objetivos, e espero que, realmente, tenha colaborado para o enriquecimento e a formação de conhecimento tanto meu, como dos participantes do projeto e, também, dos meus colegas de curso.


[1] Acadêmico do curso Licenciatura em Arte Visuais, pela Faculdade de Artes Visuais, da Universidade Federal de Goiás, pelo sistema de ensino à distância. Avaliação Processual referente a disciplina Estágio Supervisionado III, sob orientação da tutora Patrícia de Souza Martins.

A interface

Nos foi solicitado o projeto da interface de um site para a apresentação do nosso trabalho, pois bem, não fiz algo tão espetacular, mas atende as minhas expectativas...
Queria algo assim, bem simples.. Na página inicial uma breve apresentação da ideia do projeto, e um link onde se acesse o projeto na integra, logo acima um painel com fotos do projeto, que pode ser visto com mais detalhes logo abaixo:

Haveriam os links:
GALERIAS - que exibe o material colhido no projeto e no site;
COMPARTILHE - um espaço para o envio de fotos, vídeos ou histórias para publicar no site;
PARCERIAS - onde se divulgaria links de colaboradores e parceiros do projeto;
MURAL - que exibe recados de pessoas que visitaram o site.

Fotos da Intervenção

Sr. Antônio Luiz e sua filha Verônica

Dona Tereza e Vilma

A mesa de confraternização

Participantes

Essas fotos foram tiradas no dia 28/11/2010, quando nos reunimos para fazer a 3° etapa do projeto, nós conversamos um pouco, rimos, contamos histórias, foi mais um dos momentos para a troca de experiências. 

Projeto: Memória em Fotografias

O mês de novmebro passou, e eu nem lembrei de atualizar o blog... mas estava bem ocupado, fazendo um projeto de intervenção e o colocando em prática. Veja o projeto:

MEMÓRIA EM FOTOGRAFIAS
Histórias de uma Vida

Introdução

            O Cine Foto Brasília, constituinte inicial de minha Porta de Entrada se fechou, e deu lugar a um espaço de trabalho além dos limites físicos de um estúdio fotográfico, passando a abrigar às casas de meus colaboradores, onde fui à busca de sua história de vida, de sua cultura registrada em fotografias.

Objetivo Geral

Ø  Resgatar a história de vida e a cultura das pessoas através de seus registros fotográficos.

Objetivos Específicos

Ø  Conhecer a história de vida dos colaboradores;
Ø  Conhecer a cultura em que estão inseridos os participantes;
Ø  Promover a construção do conhecimento através da visualidade – percepção de princípios e características obtidas a partir da observação dos registros imagéticos;
Ø  Alargar o conhecimento através da troca de experiências entre os envolvidos.

Justificativa

A cultura envolve as diferentes relações sociais e seus participantes e, em meio a tudo isso estão inseridas e, até mesmo, escondidas inúmera fontes de aprendizado pela troca de experiências, pelo diálogo entre os participantes.
Procuro, portanto, promover o conhecimento através do compartilhamento da percepção, individual e coletiva, através de imagens e diálogos.

Metodologia

Inspirado em uma disciplina do início do curso, Arte e Cultura Visual, que tinha como foco o estudo dos conceitos de imagem e cultura nos campos histórico e sociocultural e como estas produzem diferentes concepções e abordagens da imagem visual, pretendo através do regaste de imagens e, também, da produção de novas, promover a inter-relação entre a cultura visual própria de cada um e a sua identidade.
Durante o desenvolvimento do trabalho, farei uso de câmera fotográfica, filmadora, scanner e impressora, TV e aparelho de DVD, entre outros, que servirão para coleta e tratamento de dados/imagens.

Cronograma

Num primeiro momento atuarei na coleta de dados e informações com os participantes, ou seja, realizarei o resgate iconográfico inicial destas pessoas.
Já no segundo momento promoverei um debate entre os participantes, solicitando que cada relate sua trajetória de vida, comente suas imagens indicando o que elas despertam o que representam que observem as fotografias dos outros participantes, questionem-se quanto ao que eles viviam naquele momento. Nessa etapa deverá ser feito um breve registro em vídeo, para posterior utilização.
O terceiro, e último momento será a apresentação dos resultados finais, obtidos pela coleta de informações, digitalização e edição do material coletado.
“O primeiro momento se dará a partir do dia 11/11 até 19/11/2010, o segundo marcado para o dia 21/11/2010 às 15 horas e o terceiro no dia 28/11/2010, às 16 horas.”
Ao longo dos encontros será explanado o porquê de se trabalhar a fotografia, qual sua importância, qual a sua utilidade, como esta se relaciona com a cultura visual individual e coletiva.

Avaliação

Será avaliado o conhecimento adquirido através da troca de experiências e da reflexão quanto ao ganho cultural dos envolvidos nesta ação didático-pedagógica.

Referência Bibliográfica

BARBOSA et al.  Arte e Cultura Visual. In: ____________. Licenciatura em Artes Visuais: Módulo 2 (parte 2) e Módulo 3. Goiânia: CEGRAF/UFG, 2008. p.50–70.