Este blog é destinado a registrar as experiências da disciplina Ateliê de Arte e Tecnologia II - Diálogos Intermidiáticos. Os arquivos aqui postados partem da proposta de união, de Elo entre a Arte, o que nos é Estranho, e a Aprendizagem.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Avaliação Processual
AVALIAÇÃO PROCESSUAL
Lucimar Gomes Maia[1]
Inicio com a seguinte informação: ‘nada foi fácil!’, sair em busca do estranho e ali descobrir um espaço para a prática de uma ação pedagógica centrada, no meu caso, na troca de experiências me parecia algo impossível, inicialmente. Entretanto, segui em frente.
Como lembrado, o meu projeto de Intervenção foi marcado por várias idas e vindas. Primeiramente disse que faria minha intervenção na Igreja do Imaculado Coração de Maria, onde registrei o percurso e dei os primeiros passos para a etnografia, quando soube que ali não poderia trabalhar, devido a normas desta instituição de ensino. Reiniciei meu projeto, parti em busca de uma nova porta, a escolhida desta vez foi o Cine Foto Brasília – estúdio fotográfico do Sr. Ermírio Ferreira. Tinha sido bem acolhido naquele local, estava feliz, mas ao longo do desenvolvimento da proposta, quando finalmente daria início a intervenção, a situação mudou bruscamente, e novamente minha porta teve de ser fechada. Vendo todo meu trabalho se perder, meio sem saber o que fazer, optei por realizar meu projeto com várias pessoas, no primeiro momento iria até suas casas, e no segundo iria reuni-las em minha própria casa, afinal ali não haveria nenhum impedimento quanto a sua realização.
Decidir o que desenvolver no momento da intervenção foi, também, uma tarefa bem árdua, estava perdido, meio frustrado. Quando definia o que faria era obrigado a mudar o foco, o rumo e repensar em tudo novamente. Mantive boa parte da idéia a ser desenvolvida na segunda porta, pois, o registro imagético parecia ser a alternativa mais interessante de trabalho, e que me renderia uma quantidade relativamente grande de material concreto para desenvolvê-lo, o que ainda me parecia impossível de se realizar. Via todas as postagens e ficava quieto, tentando digerir aquela quantidade de informação, não conseguia absorver quase nada e isso me incomodava, mas, ainda assim desenvolvi meu projeto, este se baseava na coleta de fotos, e no registro de conversas e relatos a seu respeito.
Já com minha intervenção em andamento tive, ainda, algumas dificuldades, entretanto, nada muito comprometedor. A principal delas era o ‘medo’ da câmera, muitos não queriam ter seu depoimento registrado, outros se justificavam dizendo que não tinham muito jeito para fotos ou vídeos. Apesar disso, consegui reunir um bom material, do qual elejo como o melhor e o principal, o depoimento do Sr. Antônio Luiz, que me serviu como que uma segunda inspiração. Ora, optei por trabalhar com a fotografia, e acabei dando de cara com um fotógrafo com muitas histórias para contar. No desenvolver da intervenção, pude realmente conhecer um pouco mais das histórias dessas pessoas, e fazer com que elas relembrassem seu passado, resgatassem sua vida, sua cultura, o que era meu objetivo central.
No mais, considero que, apesar de todas as dificuldades e obstáculos, o resultado final foi satisfatório, atingi cerca de 80% dos meus objetivos, e espero que, realmente, tenha colaborado para o enriquecimento e a formação de conhecimento tanto meu, como dos participantes do projeto e, também, dos meus colegas de curso.
[1] Acadêmico do curso Licenciatura em Arte Visuais, pela Faculdade de Artes Visuais, da Universidade Federal de Goiás, pelo sistema de ensino à distância. Avaliação Processual referente a disciplina Estágio Supervisionado III, sob orientação da tutora Patrícia de Souza Martins.
A interface
Nos foi solicitado o projeto da interface de um site para a apresentação do nosso trabalho, pois bem, não fiz algo tão espetacular, mas atende as minhas expectativas...


Queria algo assim, bem simples.. Na página inicial uma breve apresentação da ideia do projeto, e um link onde se acesse o projeto na integra, logo acima um painel com fotos do projeto, que pode ser visto com mais detalhes logo abaixo:
Haveriam os links:
GALERIAS - que exibe o material colhido no projeto e no site;
COMPARTILHE - um espaço para o envio de fotos, vídeos ou histórias para publicar no site;
PARCERIAS - onde se divulgaria links de colaboradores e parceiros do projeto;
MURAL - que exibe recados de pessoas que visitaram o site.
Fotos da Intervenção

Sr. Antônio Luiz e sua filha Verônica

Dona Tereza e Vilma

A mesa de confraternização

Participantes
Essas fotos foram tiradas no dia 28/11/2010, quando nos reunimos para fazer a 3° etapa do projeto, nós conversamos um pouco, rimos, contamos histórias, foi mais um dos momentos para a troca de experiências.
Projeto: Memória em Fotografias
O mês de novmebro passou, e eu nem lembrei de atualizar o blog... mas estava bem ocupado, fazendo um projeto de intervenção e o colocando em prática. Veja o projeto:
MEMÓRIA EM FOTOGRAFIAS
Histórias de uma Vida
Introdução
O Cine Foto Brasília, constituinte inicial de minha Porta de Entrada se fechou, e deu lugar a um espaço de trabalho além dos limites físicos de um estúdio fotográfico, passando a abrigar às casas de meus colaboradores, onde fui à busca de sua história de vida, de sua cultura registrada em fotografias.
Objetivo Geral
Ø Resgatar a história de vida e a cultura das pessoas através de seus registros fotográficos.
Objetivos Específicos
Ø Conhecer a história de vida dos colaboradores;
Ø Conhecer a cultura em que estão inseridos os participantes;
Ø Promover a construção do conhecimento através da visualidade – percepção de princípios e características obtidas a partir da observação dos registros imagéticos;
Ø Alargar o conhecimento através da troca de experiências entre os envolvidos.
Justificativa
A cultura envolve as diferentes relações sociais e seus participantes e, em meio a tudo isso estão inseridas e, até mesmo, escondidas inúmera fontes de aprendizado pela troca de experiências, pelo diálogo entre os participantes.
Procuro, portanto, promover o conhecimento através do compartilhamento da percepção, individual e coletiva, através de imagens e diálogos.
Metodologia
Inspirado em uma disciplina do início do curso, Arte e Cultura Visual, que tinha como foco o estudo dos conceitos de imagem e cultura nos campos histórico e sociocultural e como estas produzem diferentes concepções e abordagens da imagem visual, pretendo através do regaste de imagens e, também, da produção de novas, promover a inter-relação entre a cultura visual própria de cada um e a sua identidade.
Durante o desenvolvimento do trabalho, farei uso de câmera fotográfica, filmadora, scanner e impressora, TV e aparelho de DVD, entre outros, que servirão para coleta e tratamento de dados/imagens.
Cronograma
Num primeiro momento atuarei na coleta de dados e informações com os participantes, ou seja, realizarei o resgate iconográfico inicial destas pessoas.
Já no segundo momento promoverei um debate entre os participantes, solicitando que cada relate sua trajetória de vida, comente suas imagens indicando o que elas despertam o que representam que observem as fotografias dos outros participantes, questionem-se quanto ao que eles viviam naquele momento. Nessa etapa deverá ser feito um breve registro em vídeo, para posterior utilização.
O terceiro, e último momento será a apresentação dos resultados finais, obtidos pela coleta de informações, digitalização e edição do material coletado.
“O primeiro momento se dará a partir do dia 11/11 até 19/11/2010, o segundo marcado para o dia 21/11/2010 às 15 horas e o terceiro no dia 28/11/2010, às 16 horas.”
Ao longo dos encontros será explanado o porquê de se trabalhar a fotografia, qual sua importância, qual a sua utilidade, como esta se relaciona com a cultura visual individual e coletiva.
Avaliação
Será avaliado o conhecimento adquirido através da troca de experiências e da reflexão quanto ao ganho cultural dos envolvidos nesta ação didático-pedagógica.
Referência Bibliográfica
BARBOSA et al. Arte e Cultura Visual. In: ____________. Licenciatura em Artes Visuais: Módulo 2 (parte 2) e Módulo 3. Goiânia: CEGRAF/UFG, 2008. p.50–70.
sábado, 23 de outubro de 2010
Justificando o Trailer
A elaboração deste trailer visa mostrar ao público que a cultura da cidade é constituída a partir do aglomerado de culturas individuais que se entrelaçam entre si, formando a visualidade cultural contemporâneo e, também mostrar a diversidade de entendimento da própria cidade.
O trailer faz um convite, ao público assistente, a passear por ruas da cidade de Alexânia e, a partir deste passeio, conhecer/pensar as possibilidades de diálogo entre seus atores. Ele é o resumo etnográfico de uma cidade que, como qualquer outra, educa e é essa a principal “intenção” do trailer: instigar, o espectador, a entender/olhar a cidade como geradora de conhecimento.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Resumo Unidade 1 - Estagio Supervisionado 3
A proposta desse Estágio supervisionado 3 é a ampliação da nossa experiência adquirida, quando observando a escola de nossa imersão – a sala de aula – tomando a cidade (e suas possibilidades) educativas. (p. 52)
Para que as possibilidades ocorram, de fato, é imprescindível olharmos a cidade de uma maneira diferente da qual estamos habitualmente acostumados. (p. 53)
“TODAS AS CIDADES EDUCAM” (CAVALCANTI, 2001, P. 21). Mas, para que a ação educativa aconteça é necessário que haja interatividade entre seus habitantes e que este assuma o papel de transformação coletivo, e não individualista. (p. 54)
A experiência corporal, ou seja, a experiência estética nos capacita a “entender” as imagens que constitui a estética desta mesma cidade. A experiência corporal também é objeto discursivo. (p. 54)
Um caminhar familiar pela cidade, mas com uma análise crítica causa certo estranhamento. Contudo, com o perturbamento (do familiar) a Arte e a Cultura locais tende a transformar-se mais visível. (p. 55)
A cidade tornou-se um lugar para a proliferação de discursos e construção de imagens, afinal, é através do contato com os outros e com o mundo que a imagem acontece. (p. 55)
Toda cidade educa/forma, seja ela pequena ou grande, pois ela descreve a maneira particular de cada um de nós para as outras pessoas ao mesmo tempo em que descreve a maneira particular do outro a nós de uma maneira coletiva. (p. 56)
Resmo da Unidade 1 - Questões Multiculturais
- Numa ideologia pragmatista, o conhecimento pode modificar a realidade. Sendo assim, devemos renovar as abordagens para o ensino das artes, aceitando outras possibilidades além da explicação que a própria realidade nos aponta. (p, 156)
- Uma pessoa pragmatista, ciente de que o conhecimento pode modificar a realidade, tem sempre em mente a possibilidade de mudança de paradigmas. Para tanto, o pragmatista é uma pessoa que não aceita uma verdade definitiva: faz uso do conhecimento, como forma educativa, para promover a construção da reflexão. Também tem uma visão “pirada” do gosto, com experiências estéticas e práticas culturais comprometidas com o ensino da arte. (p. 156-157)
- A abordagem da obra de arte deve ser feita como um resumo de experiências de atividades experimentais que foi concebida (estudada), podendo alcançar infinitas interpretações. (p. 157)
- Tanto para SHUSTERMAN como para DEWEY,a experiência estética está nas possibilidades.Portanto, é tarefa dos educadores promover o conhecimento por meio da experiência cotidiana, ampliando, assim, o campo de estudo , as possibilidades artísticas. (p 158)
- Segundo SHUSTERMAN, o pragmatismo estético quer transformar a instituição da arte e não extingui-la. (p. 159)
- A maneira como olhamos “criticamente”, e também o valor (estético) que elegemos uma dada manifestação cultural é o que a faz aberta a infinitas possibilidades e não a seleção de temas. Portanto, devemos confrontar as metodologias e não os objetos de estudo. (p. 159)
sábado, 28 de agosto de 2010
Atividade - Etapa 2
Olá!
As postagens abaixo são as pedidas para a Etapa 2, da disciplina de Ateliês - Poéticas Contemporâneas/ Diálogos Intermidiáticos. São elas:
1. Vídeo Escolhido;
2. Texto Poético;
3. Carta Produzida no Presencial;
4. Imagem Fotográfica;
5. Justificar a importância da ferramenta Blog.
As postagens abaixo são as pedidas para a Etapa 2, da disciplina de Ateliês - Poéticas Contemporâneas/ Diálogos Intermidiáticos. São elas:
1. Vídeo Escolhido;
2. Texto Poético;
3. Carta Produzida no Presencial;
4. Imagem Fotográfica;
5. Justificar a importância da ferramenta Blog.
Vídeo
http://www.youtube.com/watch?v=BEW0vVqdyIc&feature=player_embedded
O link acima leva até o vídeo: Inevitável. Produzido pelas alunas: Marcia Gianelli Stoppa e Maria das Graças Ribeiro Roldão, do pólo de Catalão.
O vídeo traz cenas de um cemitério, acompanhadas de um poema sobre a morte, ou melhor, sobre como o autor gostaria de ter escrita sua biografia, seria algo simples, porém, conciso, apontando o que é mais importante de se entender sobre a vida na terra.
O link acima leva até o vídeo: Inevitável. Produzido pelas alunas: Marcia Gianelli Stoppa e Maria das Graças Ribeiro Roldão, do pólo de Catalão.
O vídeo traz cenas de um cemitério, acompanhadas de um poema sobre a morte, ou melhor, sobre como o autor gostaria de ter escrita sua biografia, seria algo simples, porém, conciso, apontando o que é mais importante de se entender sobre a vida na terra.
Texto Poético
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mário Quintana
Carta
Alexânia – GO, 07 de Agosto de 2010.
Saudações Patrícia...
Se perguntado como é que vejo a cidade em mim; a resposta provável e imediata é que ela é como se fosse mais ou menos parecida a uma família grande, portanto, cheia de virtudes e vícios. Cabe saber transformar, dialogar com todas (ou inúmeras) propostas.
Lucimar G. Maia.
Saudações Patrícia...
Nesta cidade pacata, aonde ainda reina certa cordialidade entre seus moradores, mas já tendenciosa a outras realidades, algumas viciosas. Nesta cidade me vejo (me considero) “contextualizado”, seletivo e em constante aprendizado. Essa, aliás, é a maneira (a principal) como me vejo: aprendendo a aprender.
Se perguntado como é que vejo a cidade em mim; a resposta provável e imediata é que ela é como se fosse mais ou menos parecida a uma família grande, portanto, cheia de virtudes e vícios. Cabe saber transformar, dialogar com todas (ou inúmeras) propostas.
Lucimar G. Maia.
Imagem Fotográfica
Arte Educar, 2010, Lucimar
Bom, a imagem postada é uma “paródia” do trabalho de Joseph Kosuth, um artista conceitual americano em sua exposição “Cinco palavras no néon azul”.
Baseada na proposta da Carta das Cidades Educadoras, que propõe que tudo deva vir a se tornar motivo de aprendizagem, idealizo uma obra que busca a conscientização da união entre arte e educação.
Justificativa
Bom, o blog é uma ferramenta de comunicação... através de pequenos textos expomos nossas opiniões, nossas ideias sobre um dado assunto.
É importante a nós alunos, que possamos dividir com os outros nossas atividades, para que formemos algo como uma rede de ensino construtivista.
O blog constitui-se assim, como um importante meio educador, pois ele deixa ao nosso alcance a implementação e postagem de recursos multimidiáticos (textos, imagens, vídeos, links, músicas...) ao nosso trabalho.
Nos dando a possibilidade de acompanhar os trabalhos dos demais colegas, e assim, absorver maiores informações, que até então não havíamos compreendido, ou mesmo visto como útil.
Vejo o blog como instrumento educador, e fonte rica em conhecimento, que aproxima pessoas e espaços.
É importante a nós alunos, que possamos dividir com os outros nossas atividades, para que formemos algo como uma rede de ensino construtivista.
O blog constitui-se assim, como um importante meio educador, pois ele deixa ao nosso alcance a implementação e postagem de recursos multimidiáticos (textos, imagens, vídeos, links, músicas...) ao nosso trabalho.
Nos dando a possibilidade de acompanhar os trabalhos dos demais colegas, e assim, absorver maiores informações, que até então não havíamos compreendido, ou mesmo visto como útil.
Vejo o blog como instrumento educador, e fonte rica em conhecimento, que aproxima pessoas e espaços.
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